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Carta Manuscrita Endereçada a MARECHAL FONTOURA Chefe de Polícia do Distrito Federal, Maior Perseguidor dos Militares Revoltosos da Década de 1920

Carta Manuscrita Endereçada a MARECHAL FONTOURA Chefe de Polícia do Distrito Federal,

Maior Perseguidor dos Militares Revoltosos da Década de 1920

Papel Timbrado do Gabinete do Ministério da Justiça e Negocios Interiores, Informando sobre a prisão do Capitão Telemaco de Paula Rodrigues, do Serviço Geografico Militar, 1 de abril de 1925.

Medindo 15x20cm

Bem conservada.

 

 MARECHAL FONTOURA. Presidente Arthur Bernardes, entre os seus auxiliares mais próximos no setor de repressão, escolheu alguns personagens que marcaram a crônica especializada da época: O decreto presidencial, de 20 de novembro de 1922, modificou o decreto anterior, que determinava que a Chefia deste setor policial fosse exercida apenas por bacharéis em Direito. Isso permitiu que, em 28 do mesmo mês e ano, assumisse a Chefia de Polícia do Distrito Federal um militar do Exército, o Marechal Manoel Lopes Carneiro da Fontoura, o homem que ocuparia, na história, o papel de maior perseguidor dos militares revoltosos da década de 1920, conhecido pelo apelido de General Escuridão, não só em referência racista à sua etnia, mas também à sua truculência. Esse oficial deixou o cargo antes do fim do mandato do presidente, sob acusação de corrupção e enriquecimento ilícito.

Ele realizou duas políticas diferentes no que dizia respeito à repressão do movimento operário.

De 1922 a 1924, a repressão foi mais branda. O próprio PCB a classificou como repressão ‘burra’, embora ‘brutal’. Esporadicamente a polícia fechava as sedes do partido, confiscava jornais e materiais, e prendia militantes. Os militantes presos eram identificados, mas não passavam por grandes maus tratos. Eram logo soltos ou deportados do país.

De 1924 a 1925, o fechamento político foi um pouco maior, e se estendeu também aos sindicatos operários. Houve repressão a manifestações e dispersão a bala. A partir de 1924, quando o Delegado Carlos Reis deu ordem para que a polícia esbofeteasse e prendesse comunistas, anarquistas e operários em geral no Rio de Janeiro, o fechamento começou a se acirrar. Mas, naquele momento, o grupo político que mais sofreu repressão foi o movimento anarquista.

Em 1925, ocorreu a prisão de diversos anarquistas que atuavam no movimento operário. No entanto, ao invés de serem soltos após um curto período, ou deportados do país, eles foram enviados para o Oiapoque e Roraima, onde foram submetidos ao trabalho forçado, maus tratos e à fome. É necessário ressaltar que naquelas regiões havia campos de trabalho encrustados no meio da floresta. Lá os presos eram expostos a doenças tropicais, enfiados no mato sob regime pesado de trabalho. A morte os rondava constantemente. Era uma espécie de campo de concentração da República Velha.

O jornal sindical Voz Cosmopolita, dirigido pelo PCB, admitiu que o envio de anarquistas para lá foi a mais dura repressão do período. Outra medida que o chefe de polícia Marechal Carneiro da Fontoura tomou, foi a organização de direções sindicais ligadas à polícia. A principal função dessas organizações e grupos sindicais era a de difamar os movimentos mais radicais, como os comunistas e anarquistas. Uma vez que assumiam a direção de sindicatos, esses grupos, chamados de Amarelos, defendiam o regime em seus jornais. Ainda realizavam desvios de verbas, deixando os sindicatos em frangalhos.

Antônio Carneiro Leão (Recife, 2 de julho de 1887 — Rio de Janeiro, 31 de outubro de 1966) foi um educador, professor, e escritor brasileiro, imortal da Academia Brasileira de Letras.

http://www.encontro2012.rj.anpuh.org/resources/anais/15/1330716830_ARQUIVO_ArtigoAnpuh.pdf

http://www.academia.org.br/academicos/antonio-carneiro-leao/biografia

 

 

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