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Cartaz Original do lll° FESTIVAL INTERNACIONAL DA CANÇÃO POPULAR Rio de Janeiro Ano 1968

Cartaz Original do lll° FESTIVAL INTERNACIONAL DA CANÇÃO POPULAR Rio de Janeiro Ano 1968

Medindo 110x76cm

Emoldurado e envidraçado

O ano de 1968 não foi um ano qualquer. 

Naquele ano, na terceira edição do Festival Internacional da Canção, o FIC, da TV Globo, o músico Caetano Veloso participou já sob a alcunha de “tropicalista”, em função do álbum Tropicália ou Panis et Circensis, gravado por ele e outros artistas do recém-criado movimento, em maio do mesmo ano.

Caetano trouxe para o festival “É Proibido Proibir”, uma canção que evocava um dos gritos da juventude que havia virado Paris de cabeça para baixo em maio de 1968, e que o próprio artista já enxergava com o poder de transformar sua apresentação em um happening. A canção se classificou para a final paulista do festival, que foi realizada no teatro TUCA, da PUC-SP.

Nelson Rodrigues, em bela e surpreendente crônica, descreve como Caetano foi recebido pela plateia naquela noite:

 

“A vaia selvagem com que o receberam já me deu uma certa náusea de ser brasileiro. Dirão os idiotas da objetividade que ele estava de salto alto, plumas, peruca, batom etc. etc. Era um artista. De peruca ou não, era um artista. De plumas, mas artista. De salto alto, mas artista. E foi uma monstruosa vaia (…) Era um concorrente que vinha ali, cantar; simplesmente cantar. Mas os jovens centauros não deixaram”.

A resposta de Caetano foi implacável. Com um discurso ácido e irado, acompanhado pelas distorções das guitarras dos Mutantes, Caetano contra-atacou: “Vocês não estão entendendo nada!”.

Naquele discurso, Caetano, deixou frases de antologia. A mais famosa e profética delas: “Essa é a juventude que diz que quer tomar o poder? Se vocês forem em política como são em estética, estamos feitos”.

 

O FIC de 1968 terminou com polêmica e vaia à bela canção vencedora, “Sabiá”, de Tom Jobim e Chico Buarque – a plateia preferia a incendiária “Pra não dizer que não falei das flores”, de Geraldo Vandré.

A música de Geraldo Vandré, interpretada pelo próprio autor e notabilizada como hino contra a repressão política da época, ficou em segundo lugar. Andança, de Paulinho Tapajós, Danilo Caymmi e Edmundo Souto, interpretada por Beth Carvalho e os Golden Boys, ficou em terceiro.

Geraldo Vandré também conquistou o público com a letra de Para Não Dizer que Não Falei de Flores, cujo refrão era basicamente o que o público queria dizer contra o regime militar: “Vem, vamos embora/que esperar não é saber/quem sabe faz a hora/não espera acontecer”.

Geraldo Vandré entrou no palco sob gritos do público, inconformado com o resultado. As vaias só foram interrompidas quando o músico começou a entoar a canção, sendo acompanhado por um coro de quase 20 mil vozes. Por fim, quando Sabiá foi anunciada a vencedora, mais vaias – Cynara e Cybele, as intérpretes, mal conseguiram cantá-la.

 

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