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Trajes de Dormir que Pertenciam a VISCONDE DE UBÁ e VISCONDESSA DE UBÁ Originais do Século XIX

Trajes de Dormir que Pertenciam a VISCONDE DE UBÁ e VISCONDESSA DE UBÁ Originais do Século XIX

Roupão Forrado de Algodão e Camisola de Seda

JOAQUIM RIBEIRO DE AVELAR, Visconde de UBÁ (1821 - 1888) 

MARIANA RIBEIRO AVELAR (1827 - 1898)

Joaquim Ribeiro de Avellar, o tão afamado “rei do café”, figura das mais controvertidas da história da cafeicultura, ainda não teve quem criasse coragem de esmiuçar a imensa documentação existente sobre suas fazendas e sua vida. Foi amigo íntimo de D. Pedro II do Brasil e tinha muitos amigos políticos importantes na corte e fora do Brasil.
 
Vestia-se de forma elegante o tempo todo, mesmo em sua fazenda apresentava-se sempre como um verdadeiro aristocrata, cuidando pessoalmente dos afazeres de suas propriedades.
 
Nas terras da fazenda do “Pau Grande” tudo se iniciou no século XVIII, com a doação da sesmaria denominada “Manga larga”, concedida a Francisco Gomes Ribeiro, em 1735, vizinha da sesmaria do “Pau Grande”, que foi mais tarde concedida aos sobrinhos Marcos, Manuel e Francisco Gomes Ribeiro. Ao falecer Marcos, que era padre, sem herdeiros, tornaram-se proprietários das terras do “Pau Grande” os irmãos Manoel e Francisco. Outros familiares vieram posteriormente de Portugal, e foram residir na fazenda, no entanto, por muito tempo morou e administrou “Pau Grande”, transformando-a num grande engenho de cana de açúcar, José Rodrigues da Cruz, tio paterno de Joaquim Ribeiro de Avellar.
 
Em 1805, Luiz Gomes Ribeiro, casado com uma sobrinha de José Rodrigues da Cruz, e cunhado do futuro Barão de Capivari acabou de construir a grandiosa casa de moradia, um verdadeiro palácio em estilo de quinta portuguesa, importando materiais de Portugal e França, principalmente os vitrais em cristal e as grades de ferro banhados a ouro das sacadas da fachada principal. Uma capela central separa a construção em duas casas distintas, onde habitavam os parentes da família, que viviam independentes, em cada uma das alas, e esta imponente construção não encontra paralelo em todo o vale do Paraíba. Mas, por sérios desentendimentos na administração da fazenda com os demais familiares sócios e proprietários daquele grande latifúndio, Luiz Gomes Ribeiro, até então o principal administrador, em 1817, resolve deixar “Pau Grande”, com sua mulher e filhos, se transferindo para a fazenda vizinha do Guaribu. A partir de 1839, Joaquim Ribeiro de Avellar, futuro Barão de Capivari, passou a cuidar da fazenda junto com suas irmãs.
 
Joaquim Ribeiro de Avellar, teve um único filho, ilegítimo, o qual perfilhou, sem contudo declarar a mãe e empenhou-se para torná-lo um homem respeitado pela sociedade. Fê-lo estudar e procurou casá-lo com a filha do conselheiro José Maria Velho da Silva que era ainda Mordomo Mor de D. Pedro II do Brasil, e sua esposa D. Leonarda Velho, dama honorária da Imperatriz Dona Teresa Cristina.
 
O casamento contratado em 1842, só foi realizado em 1849, depois de Joaquim ter recebido em 1847 o título de Barão de Capivari, e com as “honras de grandeza” em 1848. Antes disso ele também foi vereador de 1833-1836, e de 1841-1844, foi General da Guarda Nacional, Deputado e Comendador da Ordem da Rosa.
 
Ao falecer em 1863, o patrimônio do Barão de Capivari foi estimado em R$ 29.000.000.000,00 Bilhões de Reais em valores atualizados, com 1.709 escravos e 3.828 mil pés de café. Seu filho, Joaquim Ribeiro de Avellar Junior, continuou a administrar a fazenda, preocupando-se principalmente em investir seu capital em compra de ações e em fazer empréstimos a juros. Em suas anotações de devedores para o ano de 1869, a soma de empréstimos atinge o total extraordinário de R$ 32.000.000.000,00 Bilhões de Reais em valores atualizados.
 
Joaquim Junior não só aumentou o patrimônio deixado pelo pai, como levou uma vida de fausto. Tornou-se Visconde de Ubá com grandeza. Passava férias em sua suntuosa casa de Petrópolis que emprestou ao seu amigo Imperador para que sua Mansão (atual PUC) fosse o local de Lua de Mel dos casais Imperiais Dona Princesa Isabel e Conde D’eu, e Dona Princesa Leopoldina e Duque de Saxe, quando aproveitava para fazer visitas à família imperial, e também no rico Palacete do Catete, no Rio de Janeiro, onde ia a concertos e óperas. Viajou para a Europa dezenas de vezes, e criou os filhos com uma preceptora francesa. Em 1883, foi agraciado com o título de Visconde e Conde de Ubá.
Com a morte do Joaquim Ribeiro de Avellar, Visconde e Conde de Ubá, em 1891, o terreno da Mansão de Petrópolis foi dividido entre seus herdeiros. Em 1970 é adquirido pela Universidade Católica de Petrópolis.
 
O prestígio e as fazendas da família Avellar expandiam-se por toda a região de Vassouras e Paty do Alferes, mas a história da fazenda “Pau Grande” confunde-se com a da localidade de Avellar e Paty do Alferes, tal foi a sua importância no surgimento das cidades.
Joaquim Ribeiro de Avellar, Visconde e Conde de Ubá, foi o maior produtor de café do século XIX, construiu um império incomparável, empenhou-se em viver junto á corte e conciliar com sucesso a administração rentável e produtiva de suas mais de 35 fazendas.
O grande vínculo entre a família imperial e a do visconde-conde foi confirmado, em 1889, com a partida da família do visconde-conde junto com a família imperial rumo ao exílio, sendo a Baronesa de Muritiba, filha do Visconde de Ubá e amiga inseparável de Princesa Isabel.
“- Parte do tesouro real que muitos consideravam irrecuperável ou perdida foi doada ao Museu Imperial em 1998 por Sérgio Prior Micelli Lemgruber, descendente da Viscondessa de Ubá. Lembro que ele chegou a Petrópolis trajando short e carregando apenas uma sacolinha de supermercado. Dentro dela, levava uma joia da Ordem da Rosa, série criada especialmente para perpetuar a memória do casamento de Dom Pedro I com Dona Amélia, sua segunda mulher: Ficamos impressionados ao recebê-la porque é muito raro encontrar peças da Ordem da Rosa em perfeito estado. Depois disso, a família Prior Micelli Lemgruber doou outras 98 joias que pertenceram a Baronesa de Muritiba, filha do Visconde de Ubá.”
 
Na ocasião, Sérgio explicou que sua avó havia ordenado numa carta que, se mantivessem as ótimas condições financeiras que a família continua a possuir até hoje, e não precisasse vender as joias para sobreviver, ele as levasse ao Museu Imperial. Depois de um assalto em uma das fazendas ainda hoje pertencentes aos descendentes do Visconde no qual, brincos, colares, tiaras e braceletes guardados em cofres datados de 1850 não foram roubados, pois estavam em porões de difícil acesso. Sérgio Prior Micelli Lemgruber realizou a vontade da matriarca, neta da Viscondessa de Ubá.
 
O Visconde de Ubá libertou todos os seus escravos das 35 fazendas em 1875, 13 anos antes da Lei Áurea. Em seus palacetes de Petrópolis e do Catete no Rio de Janeiro só trabalhavam empregados assalariados, nunca obteve trabalho escravo.
A Viscondessa de Ubá, foi responsável pela inauguração e manutenção do tradicional Colégio Sion.
 
A Condessa de Barral não tinha boas relações com a Viscondessa de Ubá, pois a Viscondessa achava descabido a intromissão de Barral na criação das Princesas e de muitas vezes passar por cima de ordens da própria mãe a Imperatriz Teresa Cristina. A Viscondessa não gostava da influência manipuladora que Barral tinha para com o Imperador. Em cartas entre a Viscondessa e sua filha a Baronesa de Muritiba em Paris, ela cita: "A Sra. Barral é dissimulada e manipuladora. Controla até como o Sr. Pedro II tem que se portar a mesa, se aproveitando dos sentimentos profundos de nosso imperador".
 

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