Clique para ampliar

Compartilhar:

Álbum com 174 Fotografias ORIGINAIS e INÉDITAS da Família e do Piloto IRINEU CORRÊA Vencedor do Circuito da Gávea em 1934 e Morto em Acidente Circuito da Gávea em 1935

Álbum com 174 Fotografias ORIGINAIS e INÉDITAS da Família e do Piloto IRINEU CORRÊA

Vencedor do Circuito da Gávea em 1934 e Morto em Acidente  Circuito da Gávea em 1935

IRINEU CORRÊA O Leão de Petrópolis

Irineu Corrêa (Irineu Meyer Corrêa da Silva)

Nascimento: 24 de janeiro de 1900 - Falecimento: 03 de outubro de 1935

Filho primogênito do comerciante Mário Corrêa da Silva e Dna. Mathilde Meyer da Silva, nasceu em Petrópolis (RJ) no dia 24 de janeiro de 1900. Eram em 8 irmãos.

Ainda criança estudou no Instituto Gratuito São José, da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, dos frades franciscanos, e foi nessa época que os primeiros automóveis apareceram nas ruas de Petrópolis, apaixonou-se por essas máquinas maravilhosas.
Diz a lenda, não confirmada, que ainda aos 13 anos embarcou como clandestino em um navio para os EUA, estava fascinado pelos automóveis e foi então para a terra onde eram produzidos aprender tudo sobre eles, radicou-se na cidade de Trenton, na Filadélfia, e depois em Detroit, em Michigan, e logo, de aprendiz de mecânico tornou-se um excelente profissional, além de começar a atuar também como piloto. Durante sua estada naquele país participou de diversas corridas em pistas de uma milha, ovais de terra, incluindo-se a de Chester Fair, em 6 de setembro de 1920, em que foi vitorioso, talvez tenha sido o primeiro brasileiro a vencer em terras estrangeiras, também correu em pistas de meia milha e obteve bons resultados.

Retornou ao Brasil com 20 anos e se instalou no Rio de Janeiro como mecânico profissional. Pouco depois casou-se com Dna. Zina Fayão e desse casamento nasceu uma filha.

O automobilismo no Brasil era, nessa época, quase que restrito só aos Raids (Rallyes) de resistência, corridos entre cidades. Não havia patrocínio, apenas alguns “mecenas”, comerciantes, que ajudavam nas despesas, mas Irineu participava ativamente. Abaixo, uma amostra de sua carreira automobilística.
Em 13/05/1927 participou do “Circuito de Outono” em Porto Alegre (RS) e venceu a prova que atraiu um publico de aproximadamente 12 mil pessoas, sua participação deu caráter nacional à prova. Pilotando um Studebaker, após percorrer 146 Km (4 voltas) no tempo de 1h53m5s na velocidade média de 96,41Km/h, o grande vencedor foi muito festejado pelo publico e prestigiado pela imprensa.

No ano de 1929 venceu a primeira prova de Subida de Montanha na recém inaugurada (1928) estrada Rio-Petropólis, moderna, toda pavimentada em concreto, depois seguiu para a Argentina onde o automobilismo estava num estágio mais avançado e participou, por exemplo, do “Grande Prêmio Nacional Argentino”, onde chegou em 2º lugar em 1929 e em 3º lugar em 1930.

Participou e venceu o “Grande Raid Buenos Aires-Rosário-Córdoba” em 1930, que teve a participação de alguns pilotos europeus, o que lhe rendeu muita popularidade no país vizinho.

Participou, em 1932, do “Prêmio Automóvel Club do Brasil”, de uma prova "Subida de
Montanha" na estrada Rio-Petropólis, prova vencida por Hans Stuck num carro Mercedes-Benz SSKL.

Nesse mesmo ano colaborou com o Automóvel Clube do Brasil na escolha do percurso para a primeira edição do “Grande Prêmio Cidade do Rio de Janeiro”, o famoso Circuito da Gávea.

Irineu Correa era um inovador na área mecânica. O problema era não deixa morrer o carro nas paradas de reabastecimento, então faz uma adaptação: levava um litro de óleo que ia injetando no cárter durante a corrida por intermédio de um dispositivo desenvolvido por ele, um recurso perigoso, mas tão bem sucedido que foi copiado por todos os outros corredores.

1933 - Revendedora Ford em Petrópolis
onde Irineu preparou sua “baratinha”

Desfile antes da corrida de 1933

Em 1933, para o Primeiro Grande Prêmio preparou com capricho seu carro, nessa primeira prova o grande favorito era ele, sem dúvida, com experiência em corridas nos EUA, na Argentina e no Brasil, demonstrava excelente desempenho e na véspera durante os treinos, foi o piloto mais rápido tornando-se o grande favorito de uma vitória brasileira. Correram 11 brasileiros, além de 4 argentinos e 1 uruguaio, que deram o teor de prova internacional, um total de 16 participantes, mas na largada, a manga de eixo da suspensão (bengala) quebrou, eliminando-o da competição, foi obrigado a parar, sob os aplausos da torcida. O vencedor, Manuel de Teffé, foi carregado em triunfo pelo público.

“2º Grande Prêmio Cidade do Rio de Janeiro” (Circuito da Gávea) - 03 de outubro de 1934

Foto antes da prova Fazendo uma curva em descida Acelerando a "barata" Passando pelo canal
Em 1934, Irineu trabalhou em seu carro numa oficina no bairro Flamengo e nos fins de semana nas oficinas de uma concessionária Ford em Petrópolis, que atendia principalmente aos turistas com problemas. Auxiliado pelos engenheiros, Henrique Cathiart e por Silvio Barbosa Bentes, montou sua "baratinha 90". Foi o grande vencedor dessa segunda prova com seu Ford, melhor preparado, enfrentando pilotos estrangeiros dotados de máquinas superiores como Alfa Romeo, Fiat e Bugatti, e mesmo largando em último lugar (por sorteio) foi recuperando posições. Na chegada, por ter derrotado volantes estrangeiros equipados com máquinas superiores Irineu foi aplaudido pelo público, que, emocionado cantou o Hino Nacional. Correram 40 participantes: 16 argentinos e 1 italiano, além de 23 brasileiros.

Bandeirada final Vencedor, mas ainda no carro Dando entrevista como vencedor
Na edição de 1935 do Circuito, a bordo de um Ford V8 novo, muito bem preparado, ele, que tinha a simpatia do público e o reconhecimento dos outros pilotos, fez o seguinte comentário durante o sorteio das posições de largada:
“- O perigo está em toda parte e em uma corrida de automóveis qualquer um pode morrer”.

Na manhã de 2 de Junho de 1935, foi dada a largada na
Rua Marques de São Vicente, esquina com a rua João Borges e pouco depois, na Av. Visconde de Albuquerque, Teffé apareceu em primeiro e Irineu, tentando corrigir uma derrapagem de seu carro, um Ford 1935, subiu no meio fio numa curva em frente ao Jóquei Clube chocando-se
contra uma árvore, caiu no canal dessa avenida, sendo Irineu retirado das ferragens do carro já morto. Uma grande perda para o automobilismo brasileiro.

http://www.bandeiraquadriculada.com.br/Filme-Irineu%20Correa.htm

http://www.luik.ca/racing/index.php/artigos/26-irineu-correa

Produtos recomendados

Cupons de Racionamento Da Guerra Civil Espanhola e Segunda Guerra Mundial

Cupons de Racionamento Da Guerra Civil Espanhola e Segunda Guerra Mundial

por R$ 100,00
ou 3x de R$ 33,33 sem juros
ou R$ 90,00 por depósito bancário
Fotografia CARTE CABINET  Estúdio Fotográfico PHOTOGRAPHIA POPULAR Ano 1905

Fotografia CARTE CABINET Estúdio Fotográfico PHOTOGRAPHIA POPULAR Ano 1905

por R$ 90,00
ou 3x de R$ 30,00 sem juros
ou R$ 81,00 por depósito bancário
Jogo de Boliche com Nove Pinos em Forma de Soldados de Madeira Originais dos Anos 1950

Jogo de Boliche com Nove Pinos em Forma de Soldados de Madeira Originais dos Anos 1950

por R$ 220,00
ou 3x de R$ 73,33 sem juros
ou R$ 198,00 por depósito bancário
Sobre nós

CASA DO VELHO acredita que valorizar os objetos de nossos antepassados é contribuir para preservar nossa história. É cultivando as lembranças da infância, dos itens que marcaram época, dos objetos inusitados que nos conectamos à nossa própria história

Pague com
Facebook
Newsletter

Assine nossa mala direta e receba muitas ofertas por e-mail.

Loja segura