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Premio do Jornalista PAULO ZIGG Homenagem do DACO (Diretório Acadêmico de Comunicação) Gestão "Grupo Manifestação" 15 de Abril de 1978

Premio do Jornalista PAULO ZIGG Homenagem do DACO (Diretório Acadêmico de Comunicação)

Gestão "Grupo Manifestação"

Base em Mármore Escultura em metal,15cm, 0,830kg

Paulo Zingg nasceu na cidade de São Paulo, em 27 de maio de 1917. Foram seus pais Alberto Zingg e Margarida Zingg, ambos franceses. Estudou no Colégio Vilalva, no Ginásio de São Bento e no Colégio Nossa Senhora do Carmo.

Aos 18 anos e após ter trabalhado no comércio ingressou no jornalismo, tendo sido registrado como professional, em outubro de 1939. Trabalhou com redator nos seguintes jornais: Ação (1935-1936); Correio de São Paulo (1937); Diário de São Paulo (1937-1943); Folha da Noite (1939-1945); Diário da Noite (1945-1946); Jornal de São Paulo (1945-1946 e 1950-1951); Correio Paulistano (1947-1950); Última Hora (1951-1953); e Diário de Notícias do Rio de Janeiro, onde assinou de 1965 a 1971, a coluna “Fogo Cruzado”. Ademais, fundou, em 1948, o jornal Folha do Povo, de Santo André, que dirigiu até 1965.

Paulo Zingg foi também diretor das revistas: “Petróleo”; “Ilustração” (1942-1945); assim como diretor da Editora Banas e da Editora Alcântara Machado Comércio & Empreendimentos, onde participou do lançamento de feiras comerciais (1958-1962); além de redator chefe da primeira revista empresarial brasileira denominada “Direção”.

Paulo Zingg teve atuação como jornalista na defesa dos aliados na II Guerra Mundial; da campanhas políticas contra a corrupção e a subversão, ligando-se desde 1962, aos militares que organizaram o movimento de 31 de março de 1964, no qual tomou parte. Outrossim, trabalhou como redator do Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo; foi chefe do gabinete da Secretaria de Educação e Cultura (1949-1951); membro da Comissão de Convênios Culturais e Bolsas de Estudos (1958-1962); e organizador de promoções culturais do Guia Turístico do Município de São Paulo.

Em 1967, foi nomeado interventor do governo estadual, na Fundação para o Livro Escolar, onde restaurou seu patrimônio e empreendeu em todo o estado, a campanha do barateamento do livro didático, com a promoção de mais de 400 feiras. Em decorrência, foi eleito presidente do Conselho Diretor da Fundação para o Livro Escolar, onde atuou até 3 de janeiro de 1972. Presidiu também a primeira Semana de Estudos do Livro Escolar; foi membro da Comissão Estadual do Livro Técnico e Didático e membro da Comissão Estadual de Moral e Civismo (1962-1972).

Em 1968, participou do X Ciclo de Estudos da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, onde apresentou o trabalho: “As Elites Brasileiras e o Desenvolvimento”, tendo sido o orador da turma.

Em 1969, foi nomeado diretor do Departamento de Educação e Recreio da Prefeitura de São Paulo, onde iniciou a recuperação dos Parques Infantis e criou os Centros da Juventude.

Em outubro de 1969, foi nomeado secretário de Educação e Cultura, cargo que exerceu até março de 1971 e, novamente, de 1986-1988.

De abril a novembro de 1971, Paulo Zingg foi nomeado diretor da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, onde fez ampla e notável reforma no Departamento Pessoal.

Em 1967, como delegado da Prefeitura, foi um dos organizadores do Projeto Rondon, e, em 1970, presidente do Conselho de Representação no estado de São Paulo. Em 1972, foi convidado a ser o coordenador do Projeto Rondon em São Paulo, contudo, declinou esse convite.

Salienta-se que também desempenhou a função de diretor superintendente da S.A. Anhembi, posteriormente transformada em Paulistur S.A., onde contribuiu para a recuperação financeira dessa empresa.

Dentre as honrarias que recebeu salientam-se: título de cidadão honorário dos seguintes municípios: Botucatu, Fernando Prestes, Jundiaí, Irapuru, Osasco, e São Caetano do Sul; medalha da França Livre, concedida pelo general De Gaulle, pelos serviços prestados à causa dos aliados na II Guerra Mundial; medalha de Chevalier dos Palmes Academiques, do ministério da Educação da França; medalha cultural José Bonifácio; medalha MMDC; cruz de João Ramalho; medalha Ana Nery; colar Dom Pedro I; Colar Dom Pedro II; medalha do Pacificador; medalha Amigo da Marinha; medalha do Mérito Santos Dumont; medalha governador Pedro de Toledo; medalha Anchieta; diploma de gratidão da cidade de São Paulo, concedido pela Câmara Municipal de São Paulo; e o título de Professor Benemérito da Cidade de São Paulo, concedido pelo ensino municipal da capital, em 1977.

Paulo Zingg foi presidente da Associação Paulista de Imprensa; membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, tendo por patrono o marechal Castelo Branco; fundador e diretor da União Brasileira de Escritores, antiga Associação Brasileira de Escritores; titular da cadeira no 19 da Academia Paulista de Educação; titular da cadeira no 46 da Academia Brasileira de História; fundador, em 15 de julho de 1977, da cadeira no 34 da Academia Cristã de Letras, tendo escolhido para patrono o padre Antônio Diogo Feijó (1784-1843); membro fundador da Academia Brasileira de Jornalismo; membro da Academia Paulistana de História; Instituto de Estudos Vale-Paraibanos; Ordem dos Velhos Jornalistas; Sociedade de Cultura Latina; Pen Center de São Paulo; e Ordem de Santo Amaro. Ademais, foi diretor cultural da Associação Paulista de Propaganda e diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo.

Paulo Zingg destacou-se também como orador e foi autor de milhares de artigos sobre literatura, história e política. São de sua autoria os livros: A Europa em Guerra (1940); As Batalhas da Guerra Política (1944); O Negro no Brasil MeridionalA Cidade na Formação Política do Brasil (1945); e O Roteiro da Revolução Brasileira. Ademais, traduziu dezenas de obras, destacando-se: “História da Revolução Francesa” (em três volumes), de Albert Mithiez; “Bases da Paz Futura”, de Henry M. Wrinston; e “A Época Contemporânea”, de Maurice Crouzet, da série “História Geral das Civilizações”.

Paulo Zingg teve sua vida pautada num idealismo puro, nunca se permitindo beneficiar-se da posição privilegiada que ocupava em seu meio. Atuou, com denodo e sabedoria no campo da educação por mais de 40 anos, prestando grandes serviços, particularmente à infância e à juventude paulistana.

Foi jornalista, escritor, educador e homem público. Faleceu em 18 de julho de 1991, aos 74 anos, no Hospital Alvorada, na capital paulistas, vítima de ataque cardíaco. Seu corpo foi velado na Câmara Municipal de São Paulo e foi sepultado no Mausoléu do Jornalista, no Cemitério São Paulo.

Seu nome é honrado post-mortem na Avenida Jornalista Paulo Zingg, no Jardim Jaraguá, na zona noroeste da cidade de São Paulo, bem como na Escola Paulo Zingg, no município de Cotia; e na Escola Municipal de Educação Infantil Paulo Zingg, na cidade de São Paulo.

https://academiacristadeletras.org.br/?view=article&id=154:paulo-zingg&catid=12

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