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A PESTE BRANCA EM NAVIOS NEGREIROS Carta Assinada pelo MARQUÊS DE CARAVELASRelatando 2.000 Mortes por PESTE BRANCA na Província do Grão-Pará, Anos de 1820

 A PESTE BRANCA EM NAVIOS NEGREIROS

Carta Manuscrita Assinada pelo MARQUÊS DE CARAVELAS para Amigo José Antônio de Castro

Relatando 2.000 Mortes por PESTE BRANCA na Província do Grão-Pará, Anos de 1820

 

EPIDEMIA, A PESTE BRANCA EM NAVIOS NEGREIROS


As epidemias se fizeram presentes na província grão-paraense na primeira metade dos oitocentos.

As mais corriqueiras foram às epidemias de bexiga, sarampo e varíola, a última bem conhecida pelos populares como “peste branca” dizimou milhares de vítimas, afetando principalmente as camadas populares.

As várias iniciativas tomadas em fins do século XVII e início do XVIII para regularizar a introdução de escravos africanos não deram o resultado desejado e a demanda pela mão-de-obra escrava continuou a ser uma das principais reivindicações dos moradores da região.

Em porões escuros e úmidos, esfomeados, acorrentados e em condições precárias de higiene, os milhões de africanos que vinham para as Américas pelos navios negreiros eram cercados pela presença da morte. Os que sobreviviam chegavam, muitas vezes, doentes. 

Eram os principais vetores da doença que se disseminava com facilidade nas embarcações no decorrer da viagem, desaguando em surtos de varíolas em proporções catastróficas.

Em 1819, uma das mais virulentas epidemias de varíola atingiu o porto do Pará com a chegada de um navio negreiro altamente contaminado.

Os efeitos devastadores causados na população, com cerca de cinqüenta óbitos por dia. Fonte: revista latinoamericana de psicopatologia fundamental 

MARQUÊS DE CARAVELLAS, José Joaquim Carneiro de Campos, membro da Regência Trina Provisória que governou o país de 7 de abril a 17 de junho de 1831.

Nasceu em Salvador, 4 de março de 1768 — 8 de setembro de 1836 foi um político, advogado, diplomata e professor brasileiro.

Filho de José Carneiro de Campos e Custódia Maria do Sacramento, fez seus estudos no Mosteiro de São Bento, Cidade Alta, e os cursos superiores de teologia e direito na Universidade de Coimbra. Em Lisboa, ele ocupou o cargo de oficial da Secretaria da Fazenda de Portugal.

Visconde de Caravellas (S. A. Sisson).

Foi deputado geral, ministro da Justiça, ministro dos Estrangeiros, conselheiro do Império e senador do Império do Brasil de 1826 a 1836.

Primeiro visconde com grandeza e depois marquês de Caravelas. Sucedeu a José Bonifácio de Andrada e Silva na pasta do Império e dos Negócios Estrangeiros, ao exonerar-se o ministério dos Andradas (1823).

Foi um dos redatores da Constituição Imperial, cujo projeto assinou em 1823. Para parcela da historiografia, foi o principal redator do projeto.

Ocupou vários cargos importantes no Império, entre os quais o de membro da Regência Trina Provisória que governou o país de 7 de abril a 17 de junho de 1831, imediatamente após a abdicação de D. Pedro I. Os demais membros eram Francisco de Lima e Silva e Nicolau Pereira de Campos Vergueiro.

[1]SALLES, Vicente. O negro no Pará, sob o regime de escravidão. Rio de Janeiro, fundação Getúlio Vargas, Serv. De publicação e Univ. Federal do Pará.  1971. P. 52. [2] Sobre as viagens a bordo dos navios negreiros, ver: REDIKER, Marcus. O navio negreiro, uma história humana. Tradução Luciano Vieira Machado- São Paulo: Companhia das letras, 2011.

https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-47142008000500008

https://pt.wikipedia.org/wiki/Johann_Baptist_von_Spix

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