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GARGALHEIRA com Haste, Polaque e Cadeado APARELHO DE CONTENÇÃO E CASTIGO DE ESCRAVOS Original do Século XIX

GARGALHEIRA com Haste, Polaque e Cadeado 

APARELHO DE CONTENÇÃO E CASTIGO DE ESCRAVOS Original do Século XIX

Fabricada em ferro forjado

Cadeado Funcionando

Construída em ferro forjado é constituída de argola que é presa ao pescoço de onde parte uma haste que se projeta acima da cabeça do escravo, finalizando em três pontes recurvas. Trata-se de um instrumento de contenção para coibir fugas. Era empregado em escravos denominados "fujões" para impedir-lhe tentativas sucessivas de fugir da fazenda. Assim dificultava ao escravo de esconder-se e de adentrar em mato fechado onde as pontas das hastes enganchavam-se com facilidade na vegetação impedindo a locomoção.

Alguns modelos tinham ainda sinos pra indicar a posição do cativo. Tal instrumento apertava extremamente o pescoço do castigado e impedia-o de dormir adequadamente.

49 cm Maior Medida.

 

Não fazemos apologia à escravidão, nosso trabalho visa a preservação da história através dos objetos.

 

No Brasil, o número de escravos era cerca de 4,8 milhões quando da assinatura da Lei Áurea, 25 anos depois.

Conheça alguns abolicionistas brasileiros que arregaçaram as mangas e lutaram para libertar os escravos!  Francisco José do Nascimento, conhecido como "Dragão do Mar", Castro Alves, André Rebouças, Francisco de Paula Brito, Luís Gama, Joaquim Nabuco e José do Patrocínio.

Não pense que por aqui a abolição da escravatura, em 1888, aconteceu porque os patrões se deram conta de que a escravidão era uma prática perversa. O questionamento a respeito do tráfico de escravos e da situação desumana a qual eram submetidos vem de muito, muito antes.

Foi preciso bastante tempo e trabalho até essa história surtir algum efeito.

Dragão do Mar

O cearense Francisco José do Nascimento, conhecido como "Dragão do Mar", foi um dos grandes abolicionistas do nordeste brasileiro. Recusava-se a transportar escravos em sua jangada e, em 1881, liderou a greve dos jangadeiros contra a escravidão. No Ceará a escravidão acabou sendo extinta quatro anos antes da Lei Áurea.

 

Castro Alves

Um dos abolicionistas mais famosos, é célebre por seus poemas engajados, entre os quais, Vozes d’ África e Navio Negreiro. Fundou em 1869 a Sociedade Libertadora 7 de Setembro na Bahia. Atuante, conseguiu alforria para 500 escravos e difundiu a luta em prol dos ideais de liberdade em um jornal chamado “Abolicionista”. Morreu aos 24 anos, em 1871 sem ver a Lei Áurea ser assinada.

 

André Rebouças

O engenheiro André Rebouças é uma das grandes vozes da luta abolicionista brasileira. Participou da criação de algumas agremiações antiescravistas, como a Sociedade Brasileira Contra a Escravidão, a Sociedade Abolicionista e a Sociedade Central de Imigração. Defendia a emancipação do escravo e sua total integração social por meio da aquisição de terras. Com a proclamação da República teve que exilar-se na Europa, onde viveu até sua morte, em 1898, aos 60 anos. Antes disso, ajudou a desenvolver as colônias portuguesas na África.

 

Francisco de Paula Brito

Tipógrafo, jornalista, editor, tradutor, dramaturgo, letrista, contista e um dos grandes nomes da imprensa brasileira.  Publicou “O Homem de Cor”, primeiro jornal antirracista que mais tarde passou a ser chamado de “O Mulato”. Morreu aos 52 anos, 1861, sem ter visto a abolição da escravatura no seu país.

 

Luís Gama

Poeta abolicionista nascido em 1830, era filho de mãe escrava e pai branco. Foi vendido como escravo aos 10 anos de idade e só aprendeu a ler aos 17. Conquistou sua liberdade provando ser um homem livre diante da lei. Alistou-se no Exército, foi escrivão de Polícia, jornalista e advogado atuante em prol da causa abolicionista. Libertou mais de 500 escravos. É considerado um dos expoentes do Romancismo no Brasil.

 

Joaquim Nabuco

Foi um diplomata, jornalista, político abolicionista e um dos criadores da Academia Brasileira de Letras. Em 1880 fundou a Sociedade Brasileira Contra a Escravidão, que contava com a participação de André Rebouças. Entre suas obras voltadas ao tema estão O Abolicionismo (1883) e Escravos (1886). Nabuco também era um fervoroso defensor da total separação entre Estado e Igreja – o tão debatido estado laico.

 

José do Patrocínio

Filho de uma quitandeira com um padre, José do Patrocínio foi um desses abolicionistas que tinham a alma inspirada.  Era um jornalista polêmico e orador eloquente. Com o jornal Gazeta da Tarde fez ampliar a voz dos ideais abolicionistas. Terminou exilado por criticar demais o governo e problematizar a questão da população negra que, após a Lei Áurea, ainda continuava miserável.

 

 https://history.uol.com.br/noticias/7-abolicionistas-brasileiros-para-se-ter-orgulho

 

 

 

 
 

 

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