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Carteira de Sócio Efetivo da SBAT Sociedade Brasileira de Autores Teatrais do Cantor VICENTE CELESTINO Documento Rublicado, Rio de Janeiro, 19 de Abril de 1947

Carteira de Sócio Efetivo da SBAT Sociedade Brasileira de Autores Teatrais

do Cantor VICENTE CELESTINO Documento Rublicado,

Rio de Janeiro,

19 de Abril de 1947

 

 

Antônio Vicente Filipe Celestino (Rio de Janeiro RJ 1894 - São Paulo SP 1968). Cantor, compositor e ator. Filho de um casal de imigrantes calabreses e irmão dos cantores Antonio (baixo), Pedro (tenor) e Radamés (barítono), e do ator Amadeu. Começa a cantar aos oito anos no grupo Pastorinhas da Ladeira do Viana. Aprende o ofício de sapateiro com o pai e desenho industrial no Liceu de Artes e Ofícios. Desde criança assiste às companhias líricas que passam pelo Rio de Janeiro. Em 1903, aos nove anos, desperta a atenção do tenor italiano Enrico Caruso ao participar de um coro infantil da ópera Carmen, de Georges Bizet (1838 - 1875). A partir do início dos anos 1910, passa a se apresentar em festas, serenatas, casas de chope, teatros de revista, operetas e burletas - principalmente no Teatro São José, em São Paulo, que o contrata como corista em 1915. Nesse ano grava a valsa Flor do Mal (Santos Coelho e Domingos Corrêa), na Casa Édison (RJ). Em 1917, inicia o estudo do canto lírico no Teatro Municipal, depois de recusar convite para estudar em Milão, Itália, devido à proibição de seu pai. Entre 1917 e 1923, canta importantes óperas e operetas e participa de burletas, período em que começa a cruzar o país com apresentações musicais ou teatrais. Também em 1917, grava Urubu Subiu, desafio sertanejo com Bahiano, o cantor de Pelo Telefone. Em 1921, integra o elenco na ópera Tosca, de Giacomo Puccini (1858 - 1924), e Aida, de Giuseppe Verdi (1813 - 1901) no Teatro Lírico. É um dos primeiros a gravar discos pelo sistema elétrico, lançando, em 1928, Santa (Freire Júnior). Em 1929, grava o samba-canção Linda Flor (Henrique Vogeler e Cândido Costa) e o tango-fado Luar de Paquetá (Freire Júnior e Hermes Fontes), pela gravadora Odeon.

Estreia em 1930 sua carreira de compositor ao registrar um 78 rotações com Quando Eu Te Vi Vovô e Vovó (composta com Atílio Milano). Em 1933 se casa com a atriz e cineasta Gilda de Abreu (1904 - 1979), com quem contracena na opereta Alvorada do Amor (1934)de Otávio Rangel, no Teatro João Caetano (RJ). Assina contrato com a gravadora RCA Victor em 1934 e, dois anos depois grava a canção O Ébrio, que posteriormente é adaptada para o teatro (1942), vira romance e filme (1946), este com direção de Gilda de Abreu. Em 1935, para de cantar ópera em teatro para se dedicar às canções; lança disco de 78 rpm com os tangos-canções Rasguei o Teu Retrato (Cândido das Neves) e Ouvindo-te, de sua autoria. Em 1937, grava Patativa Coração Materno, vertida em peça teatral em 1947, e em 1951 em filme, adaptada e dirigida novamente por Gilda de Abreu. Com Mário Rossi assina EsquecimentoSe Ela Voltasse e Sangue e Areia. Na década de 1940, compõe sonetos e, em 1960, grava Serenata do Adeus, de Vinicius de Moraes. Em 1959, leva a opereta A Viúva Alegre à TV Tupi. Em 1967, recebe do júri do Festival Internacional da Canção, organizado pela TV Globo, o diploma de A Expressão Máxima da Canção, e Caetano Veloso grava Coração Materno no disco Tropicália ou Panis et Circensis (1968), considerado o álbum inaugural do movimento tropicalista.

 

http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa12454/vicente-celestino

 

 

 

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