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AURORA MIRANDA Cartaz ORIGINAL do Show UMA TARDE COM CARMEN Homenagem aos 35 Anos sem sua Irmã CARMEN MIRANDA, Rio de Janeiro, 26 de Agosto de 1990

AURORA MIRANDA Cartaz ORIGINAL do Show UMA TARDE COM CARMEN 

Homenagem aos 35 Anos sem sua Irmã CARMEN MIRANDA, Rio de Janeiro, 26 de Agosto de 1990

Participação da Cantora AURORA MIRANDA “A Outra Pequena Notável” Irmã de Carmen e ainda Miramar Mangabeira e Diana Finsk

 

Apresenta marcas do tempo e pequeno rasgo no centro

Medida 39cm x 52cm

 

Aurora Miranda da Cunha, “A Outra Pequena Notável” – na definição do radialista César Ladeira –, carioca nascida na Rua da Candelária em 20 de abril de 1915, foi estrela de primeira grandeza da nossa música nas décadas de 1930, 1940 e 1950. Dona de um sorriso cativante, bonita por natureza – herdeira da beleza dos Miranda, bem como as irmãs Olinda, Cecília e Maria do Carmo (futura Carmen Miranda) e os manos Amaro (Mario) e Oscar (Tatá) – e com uma aptidão inata para a música, tem sido lembrada quase apenas por sua dedicação à irmã famosa, tanto em vida de Carmen quanto após sua morte. Aurora foi, sim, guardiã incansável da memória da irmã. Mas, merece ser lembrada também como a grande artista que sempre foi, merecedora de um lugar de destaque entre as maiores cantoras da música popular brasileira.

 

MATERIA DA REVISTA MANCHETE Edição de 15 de Setembro de 1990

Parece até que foi ontem, tão limpida estava a sua voz Quarenta anos depois da última música que cantou em público, Aurora Miranda - tão bombshell quanto a irmá, Carmen Miranda, nos anos trinta, subiu ao palco e fascinou a multidão. Explosiva e sensual como nos velhos tempos, ela reconquistou o seu público na semana passada, participando do show comemorativo dos 35 nos da morte de Carmen.

E houve quem deixasse a platéla com a dúvida de antigamente: se tivesse levado a carreira a sério, Aurora teria sido tão bem-sucedida quanto Carmen ? Sua voz de outro dia vota a favor. Ela mesma confessa, hoje, que o seu casamento aos 25 anos e o sucesso de Carmen ofuscaram a carreira que planejara. Na verdade, Tão amiga quanto irma, Aurora ja mais admitiu competir em familia: "Eramos muito unidas - соmenta e meu pai gostava que eu a acompanhasse sempre, fosse aonde fosse.

Antigamente, moça de família não saía sozinha, ainda mais sendo de família portuguesa. Foram realmente inseparáveis, do berço ao colégio (cursaram até o ginásio, porque eram pobres), do colégio à música. O casamento de Aurora separou-as (artisticamente), senão para sempre, pelo menos durante um largo período da vida. Justamente na época em que, no auge da forma artística, tinha tudo para brilhar como a irmā.

Relembra cenas dos velhos tempos: Lembro-me daquele 15 de junho de 1933: foi a primeira vez que subi ao palco em termos profissionais, num festival promovido pelo jornal A Noite, comemorando o Mês da Cidade. Havia disso, naquele tempo. O festival, realizado no Teatro Recreier em benefício da Casa do Garoto (uma espécie da Febem, de hoje), era de músicas caipiras.

Cantei Caboclo dos Óio Grande, de José Evangelista, um dos bons compositores da época. O sucesso foi tão grande que, logo a seguir, Aurora se apresentava no Programa Cesar de Alencar, da Rádio Mayrink Veiga, anunciada como A Outra Pequena Notavel.

Sua explosão musical não tardou e veio com outra musica de São João: Cai Cai Balão, de Assis Valente, que gravou com Francisco Alves. A partir dali, enfileirou suces os, como Você So... Mente, Ladãozinho, Menina do Regimento, Se a Contasse, Cantoras do Rádio (esta, em dupla com Carmen Miranda e imortalizada na cena do filme Aló, Aló Carnaval de 1936)

Seu carro-chefe, porém, foi Cidade Maravilhosa que André Filho compos para a sua voz - hino oficial do Rio de Janeiro. E foi justamente com Cidade Maravilhosa que Aurora encerrou o show em homenagem à sua irmã, Carmen.

Até hoje ela se orgulha do fato de que, nos anos 30, foi depois de Carmen Miranda a cantora que mais gravou (181 músicas). Em 1939, Carmen foi contratada pelo empresário norte-americano Lee Shubert para um show na Broadway e quis levar Aurora, que recusou porque já estava namorando firme com Gabriel Richaid (com quem se casou em setembro do ano seguinte). "Carmen veio de Hollywood relembra especialmente para o meu casamento. Trouxe o vestido de noiva e, enquanto esteve aqui, queria porque queria que eu fosse com ela para os Estados Unidos.

Mas só em fevereiro de 1941 me convenci e fui tentar a carreira lá fora. Morel com Carmen, minha mãe e meu marido. Foram os dez anos mais felizes da minha vida." O charme e a sensualidade da sua arte inacabaveis, como se viu no show da semana fizeram dela um sucesso de bilheteria na América. Ficou com o seu pedaço de Brazilian bombshel e, embora o maior naco fosse de Carmen, jamais lhe faltou trabalho como superstar. Tanto que, num certo periodo, Aurora era disputada por produtores e fotógrafos de Hollywood, com ofertas de trabalho. Aurora trocou a carreira pelo marido e os filhos e passou os últimos quarenta anos no anonimato.

Só voltou a cantar em público para homenagear a irmã. É foi um sucesso

CASSIO BARSANTE

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